Jul 18
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Transformers: The Game

transformersChegou mais uma adaptação filme/jogo que deixa bastante a desejar…

Como não poderia deixar de ser, Transformers teve direito a uma adaptação vídeojogável. E diga-se que deixa bastante a desejar, sendo mais um caso que vive apenas do nome e do hype criado à volta da longa metragem.

No que toca ao argumento, o jogo segue de forma livre os acontecimentos relatados no filme. Portanto, estamos perante o primeiro grande confronto em solo terrestre entre os Autobots e os Decepticons. Como resultado, o nível de destruição é grande.

Antes de entrarmos em cena, podemos optar por controlar os bons da fita, ou então dar uma mãozinha ao exército metálico de Megatron e companhia. Ou seja, pelas nossas mãos passarão os mais conhecidos dos Transformers, preparados para serem usados sob a forma de veículos ou de mechs.

Se o grupo comandado por Optimus Prime é chatinho, o mesmo não se pode dizer dos Deceptions, bem mais divertidos, especialmente quando damos uso a máquinas que se transformam em aparelhos voadores.

Quanto à mecânica, estamos perante uma sucessão de missões que vão da pura destruição dos inimigos, passando por ir do ponto A ao ponto B do terreno, até perseguições de veículos intercaladas com pancada e tiros. Pelo meio, foi introduzida alguma falta de linearidade, permitindo-nos explorar os níveis sem termos de lidar com tempo limite. Assim, vamos descobrindo ícones que dão acesso a extras inicialmente bloqueados.

Infelizmente, não é apresentado nada de muito novo ou variado, não sendo necessárias muitas horas às voltas com Transformers até que a monotonia se comece a instalar.

Para complicar, a jogabilidade não é das melhores. Por exemplo, fazer lock-on sobre o adversário é um tormento, especialmente quando nos encontramos rodeados por inimigos. A câmara de serviço também não é melhores, sendo necessários diversos toques no stick direito para se ajeitar os ângulos de visão.

Quando os mechs assumem a forma de bólides de quatro rodas, dá a sensação que estamos a controlar brinquedos de plástico, bastando um toque contra os cenários ou contra outros carros para perdemos controlo das máquinas. Assim, o gozo das perseguições desaparece…

Muito estranho é o facto das armas à disposição serem praticamente inúteis, com o inimigo a proteger-se de forma perfeita dos nossos tiros. O mesmo não acontece quando nos aproximamos deles, acabando com a sua existência ao soco. Infelizmente, os combates corpo a corpo vêm desprovidos de qualquer charme, com apenas um botão a dar conta do recado. Muito pobre.

Passando para os gráficos, o destaque vai para o bom nível de detalhe, e animações, de cada Transformer presente. Tristemente, entram em choque com os cenários, todos eles bem chatos e sem pormenores dignos de menção honrosa. Mais engraçado é o sistema de partículas, responsável por fornecer um agradável nível de destrutividade aos combates. De notar que a estabilidade dos frames é fraca, não sendo poucos os momentos em que a fluidez derruba a fasquia dos 30 FPS.

Em termos sonoros não está mal servido, com os actores do filme a emprestarem as suas cordas vocais às respectivas personagens digitais. As músicas não ficam na memória e os constantes lembretes relativos à missão em curso têm o condão de arrasar os nervos.

Conclusão, Transformers: The Game é mais uma adaptação absolutamente mediana, apenas aconselhável a quem tenha adorado a longa metragem. Caso contrário, o melhor é esquecerem que este jogo existe.

in gameover.pt

Categoria(s): tecnologia
Publicado por: frsantos


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