A saga Puzzle League regressou a terrenos Nintendo. E garantida está uma inacreditável dose de vício.
A mecânica de Panel de Pon/Pokémon Puzzle League está de regresso ao activo. E diga-se que assenta que nem uma luva no hardware da DS. Sem dúvida, estamos perante um dos mais viciantes jogos portáteis do momento.
Para quem não saiba, trata-se de um dos melhores “filhos” de Tetris criados, vindo acompanhado por uma mecânica onde reina o espírito do “só mais um jogo e depois desligo a máquina… só mais um jogo e depois desligo a máquina… só mais um jogo e depois desligo a máquina…”.
Como é habitual, temos de juntar três ou mais peças da mesma cor, de forma a que o conjunto desapareça do ecrã, evitando que os blocos coloridos atinjam a parte superior do ecrã. As peças apenas podem ser deslocadas na horizontal, ou seja, da direita para a esquerda e da esquerda para a direita.
Se no início tudo parece simples, com o passar dos minutos chega-se à conclusão que Puzzle League é bem mais complexo do que parece à primeira vista. Isto porque é necessário dar-se uso à arte do combo, a verdadeira alma do jogo Nintendo.
Para isso, no momento em que fazemos desaparecer um conjunto colorido, há que deslocar as peças possíveis, na tentativa que os blocos afectados pela “derrocada” entrem em contacto com outros da mesma cor, provocando reacções em cadeia. E assim acontecem os tais combos.
Esta característica é especialmente vital nos duelos contra outros jogadores, ou contra a própria máquina, pois quantas mais peças fizermos desaparecer em simultâneo, mais lixo é enviado para o campo do adversário.
Refira-se que o jogo dá uso às características especiais da portátil, também aqui usada na vertical, como se de um livro se tratasse, o que assenta na perfeição no estilo Tetris. Como não é utilizada a d-pad mas sim o stylus, o ritmo da acção, e criação de combos, aumenta furiosamente. Excelente, portanto!
Uma das delícias presentes neste Puzzle League é a quantidade exorbitante de modos, não faltando o belo do game-sharing. Obviamente que o destaque vai para a possibilidade de entrarmos em duelos online, via Nintendo Wi-Fi Connection, nos quais até podemos dar uso ao chat de voz, usando o micro da portátil. Fantástico.
O single player vem acompanhado por um modo diário, estilo Brain Training, no qual temos de mostrar o que valemos em três modos diferentes, em partidas de dois minutos. Uma gracinha!
Quanto às restantes incursões solitárias, há um pouco de tudo para todos os gostos: puzzles, duelos de variados estilos contra a máquina, eliminação total de blocos e “lutas” contra o lixo que vai surgindo na arena. Muita variedade, portanto.
Passando para o visual, Puzzle League DS foi beber inspiração ao grande Lumines,
apresentado-se com cenários muito pop, que parecem saídos da imaginação de Mizuguchi. As peças acompanham da melhor forma o estilo dos fundos. O mesmo pode ser dito das sonoplastia, notando-se também aí que o clássico da PSP passou pelas mãos da equipa de desenvolvimento da Intelligent Systems deste League. Ou seja, as músicas são boas, assentando na perfeição no grafismo das arenas. Muito bom!
Conclusão, Puzzle League é um vício. Um enormíssimo vício. Um jogo portátil essencial, responsável por nos fazer esquecer Tetris DS e Meteos. Recomendadíssimo!
in gameover.sapo.pt




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